quarta-feira, 28 de novembro de 2012

7 DICAS PARA CRIAR UM FILHO RESPONSÁVEL. É PRECISO ENSINÁ-LO A TER RESPONSABILIDADE DESDE CEDO

                                                 
                                                PARA PAIS E PROFESSORES
Educar

22/11/2012 17:36 
                                                                                Texto Adriana Carvalho

O quarto do seu filho é uma bagunça sem fim? Ele vive perdendo os materiais escolares ou quebrando seus brinquedos? Não ajuda em nada em casa, nem mesmo a colocar a mesa para o jantar? Se você respondeu "sim" a essas perguntas, então está na hora de refletir sobre a importância de ensinar seu filho a ter responsabilidades. Essa é uma tarefa que compete principalmente aos pais - não deve ser delegada exclusivamente à escola - e que começa bem cedo. "Por volta dos 2 anos, a criança já começa a ter compreensão suficiente para aprender a cuidar daquilo que é seu. Quando ela termina de brincar, por exemplo, os pais podem ensiná-la aos poucos a guardar seus brinquedos", diz Maria Rocha, coordenadora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo. Veja a seguir as dicas dos especialistas para que seu filho cresça responsável.

SEJA O MODELO

Dar responsabilidades para as crianças desde cedo é essencial. Faz parte da educação de valores e de disciplina para a vida, conforme ressalta Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID) e fundadora no Brasil da rede Aliança pela Infância. "As crianças começam imitando os pais nas suas próprias atitudes e formas de cuidar, arrumar, organizar, limpar, cuidar. Por isso é tão essencial o fazer dos pais, antes de dar essas responsabilidades, pois a criança naturalmente irá imitá-los. De início, no seu faz de conta e, depois, na vida real", afirma Adriana.

PEÇA QUE TODOS PARTICIPEM DAS TAREFAS DO LAR

Os cuidados com a casa devem ser responsabilidade de todos da família, mesmo quando essa família conta com a ajuda de uma empregada doméstica. "Cada um na casa deve ter suas tarefas, não pode ficar tudo sob a responsabilidade da mãe ou da empregada", diz Maria Rocha, coordenadora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo. Se a criança cresce vendo o que o pai não precisa fazer nada no lar, vai questionar por que ela precisa participar. Da mesma forma, meninos e meninas devem ter as mesmas responsabilidades. Já se foi o tempo em que esta ou aquela tarefa eram determinadas como "trabalho de mulher".

ENSINE SEU FILHO A CUIDAR DO QUE É SEU

Desde bem pequenas, as crianças devem aprender a cuidar de si mesmas e de suas coisas. Depois de brincar, os pais devem orientar os filhos a guardar e organizar seus brinquedos. No começo, devem fazer isso junto com eles e, depois, deixar que façam sozinhos. Mas é importante usar o discurso certo ao fazer a tarefa junto com o filho: "Não diga ‘me ajude a arrumar os seus brinquedos’, porque isso vai mostrar à criança que essa é uma responsabilidade da mãe ou do pai, quando na verdade é dela. O certo é dizer ‘vou ajudar você a guardar seus brinquedos para mostrar como se faz’", diz Maria Rocha, coordenadora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo.

MOSTRE QUE É PRECISO CUIDAR DO QUE É DE TODOS
As responsabilidades das crianças não se resumem apenas às coisas que dizem respeito a elas mesmas, mas também aquilo que é de todos, que é coletivo. "O importante é mostrar que na família todos precisam colaborar e revezar as responsabilidades", afirma Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID). Portanto, não basta ter seu quarto ou brinquedos arrumados. As crianças também devem participar das tarefas domésticas, como tirar e por a mesa para as refeições, varrer o chão, tirar o lixo, etc.

SAIBA QUAIS SÃO AS TAREFAS PARA CADA IDADE

> Até os 3 anos, você pode ensinar seus filhos a cuidar de seus brinquedos, ajudando-os a guardar e organizar. 

> "Dos 3 aos 4 anos - ainda em forma de brincadeira - já dá para começar a ensinar a vestir as próprias roupas, cuidar dos brinquedos e ajudar os adultos na cozinha a pegar objetos que não ofereçam perigo. É importante que o adulto sempre esteja por perto", explica Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID). 

> Por volta dos 4 anos, a criança já pode fazer algo sozinha, como trocar a água do cachorro ou recolher o lixo, conforme diz Maria Rocha, coordenadora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo. "Uma sugestão é estabelecer horários para a criança fazer a tarefa, criando assim uma rotina", diz Maria. 

> Dos 5 aos 6 anos, seu filho já pode arrumar o próprio quarto e brinquedos, passar pano para tirar o pó, ajudar a por ou tirar a mesa e molhar as plantas. 

> Entre os 7 e os 9, você pode ensiná-lo a atender o telefone e anotar recados, orientando-o sobre como falar com quem está do outro lado da linha. Nessa idade pode ainda ajudar a cuidar de irmãos mais novos. 

> Com 10 a 12 anos, a criança já pode aprender a lavar roupas e ajudar os adultos a cozinhar, sempre com supervisão e cuidados com a segurança. "Em famílias com crianças de idades diferentes, é comum que os pais queiram nivelar as atividades pela idade do filho menor, para que todos façam as mesmas tarefas e ninguém se sinta prejudicado. Mas isso não está certo. Os filhos mais velhos devem ter mais responsabilidades, de acordo com sua idade", afirma Maria Rocha.

NÃO FAÇA PELO SEU FILHO O QUE É TAREFA DELE
Assim como os pais não devem fazer a lição de casa dos filhos, mas ajudá-los em suas dúvidas, não devem também fazer as tarefas domésticas das crianças quando elas se esquecem ou se recusam a fazê-las. "Fazer a lição de casa ou as tarefas pelo filho só prejudica o processo de desenvolvimento e aprendizagem. Pode ser um caminho mais 'rápido' e, aparentemente fácil para os pais, mas no futuro terá consequências prejudiciais para a autonomia da criança", afirma Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID).

CONVERSE COM SEU FILHO E ESTABELEÇA REGRAS

Gritar e usar de violência definitivamente não são o caminho para conseguir que seu filho execute as tarefas domésticas e seja responsável. "O diálogo é fundamental tanto para os pais compreenderem porque a criança não realiza o que lhe é solicitado, quanto para a criança saber que sempre poderá ter um canal de conversa com os pais. Gritar ou usar qualquer outra forma de violência ou autoritarismo surtem o efeito contrário e podem tornar a criança revoltada, agressiva ou arredia à realização de quaisquer tarefas", diz Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID). Para Maria Rocha, coordenadora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo, quando as crianças são bem pequenas, os pais podem dar reforços positivos a cada tarefa executada: "Você pode combinar com a criança de pintar 5 carinhas felizes em uma folha de papel ou caderno quando ela guarda os brinquedos, por exemplo". Para as crianças mais velhas, segundo ela, vale estabelecer as consequências caso as tarefas não sejam cumpridas, como retirar um valor da mesada ou não deixá-las fazer algo de que gostam

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

NEGAR COLO PODE AJUDAR NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA


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A todo o momento seu filho pede colo e você não sabe o que fazer, se deve carregá-lo ou negar o pedido? São muitas as mamães que passam por esse sufoco e ficam, muitas vezes, perdidas sobre como agir. Pensando nisso, entrevistamos o pediatra Dr. Marcelo Reibscheid para esclarecer algumas dúvidas.

Ele explica que pedir colo é muito comum a todos os bebês e que, no começo não há problema, pois eles, geralmente, fazem isso para ficarem mais próximos de seus pais. Porém, dependendo de como os pais agem, isso pode se tornar uma forma de demonstrar insegurança. “Se em qualquer dificuldade, tarefa, estímulo ou o quer que seja, a criança começar a pedir colo e os pais derem, eles demonstrarão que o colo poderá ser um porto seguro. Por isso, é importante que os pais deixem a criança tentar se ‘virar’ para conseguir ultrapassar os obstáculos sozinha e perceber que mesmo solicitando os pais não darão o colo”, indica.

Muitas mães se sentem mal em não cumprir com as vontades dos filhos, mas o não também é bem-vindo. O Dr. Marcelo recomenda as mães negar o colo quando perceberem que não tem motivo pelo qual carregá-los. “O colo deve ser dado quando o bebê estiver com algum problema como dor, cansaço, sono, entre outros, e não simplesmente quando se coloca o bebê sentado e ao coloca-lo no chão ele já estica os braços”, recomenda.

Os bebês que ficam por muito tempo no colo das mães ou mesmo que são carregados toda hora que solicitam ficam muito dependentes. “Eles podem se tornar pouco sociáveis, são mal estimulados, além de ficarem muito ‘chatinhos’, não aceitando ficarem sozinhos. É inadmissível ouvir de uma mãe ‘doutor não consigo nem ir ao banheiro’, pois esse tipo de conduta e comportamentos estão completamente incorretos e mal orientados”, alerta. Além disso, há malefícios para as mães que os mantêm no colo o tempo todo. “Podem surgir problemas ortopédicos como tendinites, problemas na coluna, problemas musculares, além de ter restrições em programas que não incluam o bebe, como jantares e outras atividades”, diz.

O pediatra lembra que esse é um processo, assim como qualquer outro ensinamento e que, portanto, deve ser feito desde cedo e com calma. “O corte desse hábito, na verdade, deve começar desde os dois meses de idade, que é quando os bebês entendem o que é o colo e como manipular os pais através do choro. Se assim for feito, a chance de o impacto ser leve e sem traumas será enorme”, diz. O ideal é estar sempre ao lado do bebê, acompanhando e incentivando-o a caminhar sozinho.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

SAIBA O QUE FAZER EM CASOS DE CATAPORA



Doença tem maior incidência na primavera; vacina ainda é a melhor estratégia para evitar o contágio da doença

Os pais devem evitar que as crianças cocem as lesões para não provocar infecções na pele / Shutterstock/ ArquivoOs pais devem evitar que as crianças cocem as lesões para não provocar infecções na pele

Comum nesta época do ano, a catapora tem maior incidência na primavera. O Portal da Band consultou a infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos Mariana Volpe Arnoni sobre como proceder no caso da doença. Confira as dicas:

Vacinação

> A melhor estratégia para evitar o contágio é a imunização, principalmente na primavera, quando a circulação do vírus é maior. Vale lembrar que a proteção da vacina não chega a 100%.

Transmissão

> A catapora é uma doença causada pelo vírus varicela-zoster e transmitida por via respiratória ou contato direto com as lesões.

Sintomas

> Os principais sintomas são febre e surgimentos de erupções na pele (vesículas, pústulas e crostas) por todo corpo, incluindo mucosas no couro cabeludo e na região genital.

Tratamento

> Na maior parte dos casos, o tratamento consiste no uso de antitérmicos e limpeza da pele com sabonete antisséptico. "O paciente deve ser afastado de suas atividades até que todas as lesões estejam em crostas", orienta Mariana.

Alerta

> Os pais devem evitar que as crianças cocem as lesões para não provocar infecções na pele. Manter as unhas cortadas e reforçar a alimentação ajudam a evitar complicações.

Contágio em creches e escolas

> Em caso de surtos em instuições de ensino, como creches e escolas, é necessário informar os serviços de vigilância em saúde no município para uma possível imunização. "A melhor estratégia é a vacinação. Casos na mesma classe levam a uma altíssima chance de contágio, especialmente nas crianças pequenas", afirma Mariana.

TODO BRINQUEDO PODE SER EDUCATIVO VEJA QUAIS OS MAIS ADEQUADOS PARA CADA FAIXA ETÁRIA




Bloquinhos de madeira, fantoches de pano, peças com formato de letras. Afinal, brinquedos vendidos como educativos educam de fato? Para especialistas ouvidos pelo UOL Gravidez e Filhos, sim, mas com uma ressalva significativa: qualquer brinquedo pode ser educativo –seja ele projetado com essa intenção ou não.

"O que ficou conceituado no mercado como educativo é o brinquedo com objetivo de desenvolver algumas habilidades ou conhecimentos específicos, o que não quer dizer que outros brinquedos não façam a mesma coisa", afirma Maria Ângela Barbato, do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.
Mesmo o mais banal dos bonecos pode ajudar a desenvolver as mesmas capacidades do que um brinquedo com rótulo de educativo. "Quando uma criança tenta abotoar a blusa ou calçar o sapato em uma boneca, por exemplo, ela trabalha a coordenação motora fina. Fora isso, quando combina suas roupinhas de várias maneiras, intuitivamente, faz análise combinatória. Conteúdo que o adolescente só vai estudar no ensino médio", diz Maria Ângela.

Já um brinquedo educativo com possibilidades de manipulação muito definidas pode não interessar à criança. "Quando muito diretivo, fechado, ele engessa a criatividade, que é uma capacidade ligada à liberdade de explorar, sem conceito de certo e de errado. A brincadeira mais valiosa é a livre, a espontânea", diz Vera Barros de Oliveira, presidente da ABBri (Associação Brasileira de Brinquedotecas) e uma das organizadoras do livro "Brincar É Saúde: O Lúdico como Estratégia Preventiva" (Editora WAK) .
O importante, portanto, é brincar. "A brincadeira é indispensável para que a criança se desenvolva de forma afetivo-emocional, social, cognitiva e motora. É fundamental para que ela se torne um adulto capaz de amar e de trabalhar", diz Vera.

Nada de aula

Os brinquedos desenvolvidos para facilitar o ensino surgiram na década de 1980 a partir do pressuposto de que era possível ensinar brincando. Princípio com o qual a psicóloga Paula Birchal, professora da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais, não concorda. "Para mim, é contraditório. Um objeto vira brinquedo a partir da função que a criança dá a ele. Quando passa a ser utilizado intencionalmente como meio de aprendizagem, perde a função de brincar pelo prazer de brincar", afirma. Na visão da especialista, o brinquedo se torna apenas uma metodologia de ensino um pouco mais palatável.

O desenvolvimento da criança e de seus brinquedos

Movimentos e sentidos: até 18 meses

  • Thinkstock
No início da vida, o maior brinquedo da criança é seu corpo. Em seu primeiro mês, a percepção visual do bebê só é boa de perto e ele pouco faz além do movimento de sucção. A partir do terceiro mês, começa a sugar os próprios dedos, a rir, a olhar as próprias mãos e a seguir as pessoas com os olhos. Move a cabeça, balança os braços, chuta o ar com o movimento que usará para, no futuro, andar, mexe o tronco, vira o corpo. Nessa fase, a criança pode se interessar por móbiles no berço.

Por volta do quinto mês, ela começa a agir diretamente sobre os objetos. Conforme desenvolver o movimento de pegar e largar, o bebê vai se divertir com objetos como o chocalho.
Mas a criança não quer apenas se movimentar. Quer explorar o mundo com todos os sentidos. Gosta de sentir a textura de bonecos de tecido e de pelúcia, colocar mordedores na boca –a partir do 10º mês, o bebê vai adorar morder coisas–, apertar brinquedos de guizo e demais objetos que produzam sons, desde que não sejam estridentes.
Quando já conseguir se sentar, vai ser a vez de brincar com objetos de encaixe simples e argolas empilháveis. E não demorará para que comece a engatinhar e a ensaiar os primeiros passos. Nesse momento, a criança se diverte com brinquedos que possa empurrar e puxar –como carrinho de boneca e andador–, além de bolas, túneis de tecido e objetos que possa levar ou jogar de um canto para o outro.

Espaço e imaginação: de 18 a 36 meses

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Agora que a criança já consegue andar, ela quer explorar o espaço. Por isso, passa a se interessar por triciclos ou carrinhos grandes de puxar, bolas de borracha e brinquedos infláveis.
Uma brincadeira nova entra em cena: o faz-de- conta. Seja menino ou menina, a criança gosta de imitar o que vê: brinca de casinha com réplicas de móveis, utensílios domésticos, fantasias e bonecos.

A coordenação motora também está mais afinada após o 18º mês de vida. Por isso, a criança pode usar brinquedos de montar e de desmontar mais complexos, como blocos de tamanhos e formas diferentes e quebra-cabeças simples. Instrumentos musicais também se tornam interessantes.

Fantasia: de 3 a 6 anos

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Agora, o faz-de-conta ganha novas proporções. Não se trata mais de imitar, mas de criar. Surgem o teatrinho e a brincadeira com profissões. Aqui, o brinquedo deve ajudar a explorar essa criatividade, como cidadezinhas, fortes, circos, fazendas, fantoches e bonecos. Para essa faixa etária, bloquinhos de construção, que possa montar e desmontar, são bastante interessantes.
“Muitos pais compram brinquedos caros que a criança não pode estragar”, diz Quézia Bombonatto, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia). A especialista fala, no entanto, que não há mal no ato se ela agir por curiosidade. “Já se destruir o brinquedo simplesmente por destruir, os pais devem questionar por que ela faz isso.”
Nessa época, a criança também entra na fase de pré-alfabetização. Com carimbos, giz de cera e lápis grossos, começa a trazer suas fantasias para o papel. Também se interessa por jogos de tabuleiro e de memória, quebra-cabeças simples de pinos, dominós e livrinhos.
O gosto pelo movimento permanece. O brincar ao ar livre pode ser explorado com equipamentos de ginástica, triciclo e bicicleta com rodinhas


Competição e escola: de 6 a 9 anos
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Agora vem a fase dos jogos para valer. A criança já é capaz de lidar com regras e por isso está apta a praticar esportes como futsal e tênis de mesa, a jogar bolinhas de gude, jogos de tabuleiro. Bicicleta, patins, patinete, pernas-de-pau e outros brinquedos do gênero servem agora não apenas para explorar o movimento, mas também para estabelecer competições.
Conforme a criança entra em fase escolar, surge o grande filão de jogos considerados educativos, direcionados a conceitos específicos, como os que permitem formar palavras e manejar dinheiro.

Fonte: Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos)


SEU TEMPO É ESCASSO PARA CUIDAR DO SEU FILHO??






  • Trabalho impossibilita amamentação pelo tempo ideal e mães sofrem com pressão e culpa;

Muitos pais se martirizam por trabalhar demais e passar pouco tempo com os filhos. Para Ana Lúcia Gomes Castello, consultora de psicologia do Hospital Infantil Sabará, de São Paulo, a premissa de que qualidade é mais importante do que quantidade é, de fato, verdadeira. "Quando os pais conseguem ter qualidade na relação com os filhos, eles alimentam as necessidades deles e são mais felizes", diz. Ela conta que não são poucos os casos de mães que não trabalham e que acabam sufocando os filhos com cuidados e controle, prejudicando a relação. Muitas querem fazer tudo o que a criança deseja acabam prejudicando seu desenvolvimento emocional.
Para Paula Kioroglo, psicóloga do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, a qualidade do afeto é, sim, mais importante que a quantidade de tempo, mas isso não significa que pouco tempo pode ser compensado com muito afeto. "Alguns minutos de muito carinho não são suficientes. É necessário um período que permita que a criança conviva com os pais, receba atenção e limites e perceba amor nessas atitudes".
A também psicóloga Lizandra Arita diz que é importante observar que "qualidade de tempo" não significa apenas sentar ao lado do filho enquanto ele assiste a um filme e você lê uma revista. Também não significa levá-lo para a escola e, enquanto dirige, mantém a cabeça em diversas outras coisas, menos no passageiro em questão. "Estar junto fisicamente não representa estar junto de verdade. Por não saber distinguir uma coisa da outra, muitos pais acham que o simples fato de estar debaixo do mesmo teto é suficiente”, acusa.

Dicas para enfrentar situações cruciais sem culpa

Não comprar presentes fora de datas comemorativas
Adiar a realização de um desejo e esperar uma data para ganhar o que se quer ensina a criança a valorizar conquistas. Se o fator financeiro não for o impedimento e você quer recompensar a criança por uma boa nota na escola, por exemplo, a sugestão da psicóloga Ana Lúcia Gomes Castello, do Hospital Infantil Sabará, é investir em itens como livros, quebra-cabeças e jogos de memória, que estimulam o desenvolvimento cognitivo da criança. Outra ideia é ensinar o filho a doar um brinquedo velho para cada item novo que recebe.

Não ter pique para brincar quando a criança está a mil
Adultos não precisam participar de todas as brincadeiras da criança. Ela precisa ser capaz de brincar sozinha e ter espaço com outras crianças para realizar brincadeiras mais ativas e energéticas. O tempo com os pais pode ser usado para outro tipo de atividades, que deem prazer a ambos, como leitura, contar histórias, jogos, desenhos, conversas. "Se estiver muito cansado, encare esse momento como uma ginástica; no fim, em geral, ficamos mais energizados, porque uma parte bastante significativa do cansaço é tensão. Brincar pode ajudar a relaxar", diz a psicóloga Maria Teresa Reginato. "Você vai dormir melhor e sem culpa; e a criança, menos carente, vai exigir menos."

Não ter condições de fazer uma viagem bacana todo ano
Primeiro avalie: essa é uma necessidade real da criança ou sua? O que é uma viagem bacana para você? Você já experimentou fazer um piquenique diferente em um parque, em uma tarde de sábado? Já pediu para seus filhos lavarem o carro ou até um tapete da casa e, no final, se deliciaram com um banho de mangueira? Brincou de esconde-esconde com o seu filho na garagem do seu prédio ou na rua da sua casa? "Faça isso e depois reflita se o que é mais importante é uma viagem ou os momentos descontraídos em família", desafia a psicóloga Lizandra Arita. E tudo isso sem se estressar com a fatura do cartão de crédito.

Ficar pouco tempo com as crianças durante a semana por causa do trabalho
É importante deixar claro para o filho que os pais não podem estar disponíveis o tempo todo, que o trabalho é importante e que a criança também tem seus momentos longe de casa, na escola. No tempo livre é preciso dar prioridade a bons momentos com as crianças. Mas, se a sua rotina de trabalho proporciona muito pouco espaço para estar com os filhos, talvez seja interessante rever isso, pensar no que pode ser mudado. Para Maria Teresa Reginato, estar fora o dia todo não significa estar ausente. "Telefonar para saber como está o dia da criança é uma maneira de mostrar que ela não sai de seu pensamento. Seu filho vai sentir seu afeto, principalmente se você ligar porque queria mesmo estar com ele, e não por culpa."

Escolher uma escola que não é a ideal, no seu ponto de vista
Em alguns casos não é o fator financeiro que conta. Entre uma escola ideal que fica longe, e uma boa e mais próxima de casa, a segunda tende a ser a escolhida. "A melhor escola é aquela que cabe no seu bolso, que está perto de sua casa, que atende às suas necessidades e às necessidades do seu filho. Às vezes, são necessárias escolas diferentes para cada filho, pois eles são diferentes e não se deve tratá-los da mesma forma", diz a psicóloga Elizabeth Monteiro. E nem sempre a melhor escola é o mais importante para uma formação. Os pais podem compensar uma escola não tão boa com atividades culturais em família: passeios, viagens, visitas a museus, leituras e filmes.

Ouvir a criança comentar que o tênis ou o brinquedo do amigo é melhor
Segundo Maria Teresa Reginato, as crianças absorvem tudo o que veem. "Assim, não são as crianças que comparam. Nós, adultos, é que comparamos, eles apenas imitam. Precisamos ser capazes de dizer: ‘aqui em casa nós achamos importante isso’ ou ‘nós decidimos que tem mais valor aquilo’. Sempre é bom ter em mente que a criança chega ao mundo sem saber se nasceu em um lar rico ou pobre. Ela aprende a querer o que os pais querem", declara.

LIVRE-SE DA CULPA POR NÃO PODER FAZER TUDO O QUE VOCÊ GOSTARIA POR SEUS FILHOS



Ter filhos é alternar o tempo todo sentimentos contraditórios, como amor incondicional e uma culpa atroz por achar, 24 horas por dia, que nunca está fazendo o bastante por eles. Alguns pais, em busca de objetivos que devem beneficiar as crianças –uma viagem de férias ou uma boa escola, por exemplo–, resolvem cortar supérfluos para economizar. Outros, diante de fatos inesperados como a perda de um emprego, se veem forçados a privar as crianças de brinquedos novos e passeios, até que as coisas se ajeitem.

Se tais circunstâncias são difíceis de aceitar até para um adulto, como mostrar a realidade à criança? Para a psicóloga Marilia Castello Branco, independentemente do caso, não dar tudo é uma das coisas mais importantes que os pais podem fazer por seus filhos. "Limitações são parte da existência e ajudam a amadurecer. Se uma criança tem todas as suas necessidades satisfeitas imediatamente, torna-se menos preparada para lidar com as frustrações que, inevitavelmente, a vida proporcionará", explica.

Para a psicóloga e pedagoga Elizabeth Monteiro, autora de "A Culpa É da Mãe" (Summus Editorial), é importante falar com os filhos sobre a situação financeira com honestidade. "Não tenha vergonha disso e nem o ensine a sentir vergonha de si mesmo. Mostre o quanto é duro conquistar as coisas e que não é possível levar a vida que muita gente leva", diz Monteiro. Segundo a psicóloga, os pais devem explicar aos filhos que, quando crescerem, poderão trabalhar e ter as coisas que, hoje, a família não pode ter. "É uma maneira de ensiná-lo a fazer projetos de vida”, explica a especialista.

Segundo Elizabeth Monteiro, a viagem, o intercâmbio, os brinquedos desejados e as festas são coisas a se conquistar –não julgue a si mesmo se, no momento, você não pode proporcioná-las. "Não minta, não engane nem prometa coisas que não estão ao seu alcance. Quando os pais estão seguros do que dizem e de como agem, a criança costuma aceitar com naturalidade”, diz a psicóloga. O mesmo vale para os planos: é fundamental compartilhá-los com os filhos, porque, para as crianças, a noção de futuro é complexa. Ao se sentir parte de um projeto, ela terá mais paciência para esperar por aquilo que quer. Ensiná-la a guardar moedas em um cofrinho é um bom começo.

Na opinião da psicóloga Maria Teresa Reginato, é comum, em nossa cultura, projetar nos filhos a realização de nossos desejos frustrados. Se a pessoa passou por dificuldades materiais, quer dar uma vida mais fácil para o filho; se teve pais excessivamente severos, será mais flexível com o filho, e assim por diante. "O equívoco está nessa projeção, porque a pessoa não está olhando para o filho, mas para ela mesma e seus desejos e necessidades frustrados", diz. Quanto às frustrações do adulto, Reginato orienta que ele as realize, como, por exemplo, sendo menos rígido com si mesmo apesar da educação severa que teve; ou menos complacente, caso tenha sido mimado.

Para a psicóloga Lizandra Arita, ter o desejo de oferecer o melhor ao filho é um posicionamento natural da parte de cada pai e mãe. O risco surge quando a dedicação ao filho rompe a linha da normalidade, ou seja, os pais se esforçam para corresponder a todos os seus desejos, sem impor condições ou limites para isso. "É muito importante que os pais tenham em mente que nem tudo o que o filho quer é o que ele realmente precisa. Permitir que a ansiedade e o sofrimento dominem seus sentimentos por causa de um pedido não correspondido é algo muito perigoso e deve ser observado com muita atenção", declara.

COMPORTAMENTO DOS PAIS INFLUENCIA NO FUTURO PROFISSIONAL DOS FILHOS



  • Pais que reclamam do trabalho podem criar filhos com dificuldade de encarar a vida profissional


    Você costuma chegar do trabalho resmungando com muita frequência? Encara o emprego como um martírio ou uma humilhação? Ou, ao contrário, demonstra que sua carreira é a coisa mais importante da sua vida? Saiba que comportamentos desse tipo podem afetar a forma como os seus filhos enxergarão a vida profissional futuramente.

"Os pais são modelos para os filhos. Se eles chegam todos os dias contando situações horríveis, as crianças não vão querer ter o mesmo futuro", afirma a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama e terapia familiar. Como consequência disso, além de fugir da mesma carreira que a sua, seus filhos podem encarar o trabalho como um sacrifício --mesmo antes de entrar para o mercado de trabalho.

Por outro lado, passar uma imagem extremamente positiva da profissão aos filhos, e estimulá-los a se aproximar do seu mundo profissional, pode fazer com que eles sigam seus passos sem refletir sobre seus verdadeiros desejos. "É um perigo, pois pode não ser o que eles querem fazer, embora sintam que pertençam a esse universo", afirma Marina.

Resistência à frustração


Família que passa a ideia de que o trabalho deve ser uma fonte completa de felicidade pode gerar um filho adulto com maiores chances de se frustrar profissionalmente, segundo a psicóloga e psicanalista Blenda de Oliveira, membro da SBPSP (Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo). "O trabalho nem sempre precisa ser sinônimo de felicidade. Às vezes, leva um tempo para encontrar aquilo que nos satisfaz", diz Blenda. Para ela, a profissão não precisa ser necessariamente o que mais se ama, mas, sim, o que se faz de melhor. "Quando o trabalho não é tão idealizado, a relação é mais saudável e mais produtiva", diz.

Quem idealiza uma vida profissional cheia de sucesso e reconhecimento desde a infância pode se tornar um jovem que desiste diante do primeiro obstáculo ou quando é contrariado. "Essa situação é mais frequente em famílias que não precisam do trabalho para sobreviver e, por isso, os filhos não entendem que o estresse faz parte do trabalho. Eles acham que têm de começar com um bom cargo, ganhando bem, ou não vale a pena sair de casa", diz Blenda.